Zitas

Se calhar é chegado o momento.
Amo-te e amar-te-ei sempre.
És parte de mim, indelével e insolúvel.
O que sinto por ti ultrapassa a barreiro do linguístico e do descritível.
Amor é demasiado simples para sequer tentar qualificar tal sentimento avassalador, extravazador, conquistador.
Nasci de ti, e contigo aprendi.
Agora é o mundo e outros que me ensinam.
Teimam em ser mulheres resolutas e fortes.
Acho que ias gostar delas, de todas elas.
Aquela tal, a que foi especial, a última que tive enquanto poderias conhecer, essa perdeu o encanto.
Mas continua o carinho.
Hoje tenho a certeza que ias gostar dela.
Mas tudo tem um prazo de validade.
Até o sofrimento.
O meu acabou agora.
Foram anos.
É muito tempo.
Tenho de recomeçar a viver, recomeçar a sorrir.
Apraz-me trabalhar, vencer, sonhar, mas agora então tambem, namorar, amar, partilhar e dar.
E receber sim.
Preciso disso.
Preciso de sentimentos puros, intensos, profundos.
Tentei forçar a coisa e não foi possível.
Tentei ser outra pessoa, não consegui.
Estou a mudar e a controlar algumas particularidades que tu propria vastas vezes me disseste que o deveria fazer.
Espero que o futuro me sorria, espero que o caminho se alegre, que a escada se alargue, que a felicidade venha.
Mas tudo isso, tudo mesmo, contigo no coração, ainda que menos no pensamento.
Tem que ser.
Eu amo-te.
Mas tenho que viver.
Queres ou não queres que eu perpetue a linhagem?
Queres ou não queres que eu continue tradições, costumes e honras?
Eu sei que sim...
Já é tempo.
Amo-te.
Mas quero viver.
Um beijo gigante Zi!


