Tuesday, December 01, 2009

Zitas


Se calhar é chegado o momento.
Amo-te e amar-te-ei sempre.
És parte de mim, indelével e insolúvel.
O que sinto por ti ultrapassa a barreiro do linguístico e do descritível.
Amor é demasiado simples para sequer tentar qualificar tal sentimento avassalador, extravazador, conquistador.
Nasci de ti, e contigo aprendi.
Agora é o mundo e outros que me ensinam.
Teimam em ser mulheres resolutas e fortes.
Acho que ias gostar delas, de todas elas.
Aquela tal, a que foi especial, a última que tive enquanto poderias conhecer, essa perdeu o encanto.
Mas continua o carinho.
Hoje tenho a certeza que ias gostar dela.
Mas tudo tem um prazo de validade.
Até o sofrimento.
O meu acabou agora.
Foram anos.
É muito tempo.
Tenho de recomeçar a viver, recomeçar a sorrir.
Apraz-me trabalhar, vencer, sonhar, mas agora então tambem, namorar, amar, partilhar e dar.
E receber sim.
Preciso disso.
Preciso de sentimentos puros, intensos, profundos.
Tentei forçar a coisa e não foi possível.
Tentei ser outra pessoa, não consegui.
Estou a mudar e a controlar algumas particularidades que tu propria vastas vezes me disseste que o deveria fazer.
Espero que o futuro me sorria, espero que o caminho se alegre, que a escada se alargue, que a felicidade venha.
Mas tudo isso, tudo mesmo, contigo no coração, ainda que menos no pensamento.
Tem que ser.
Eu amo-te.
Mas tenho que viver.
Queres ou não queres que eu perpetue a linhagem?
Queres ou não queres que eu continue tradições, costumes e honras?
Eu sei que sim...
Já é tempo.
Amo-te.
Mas quero viver.

Um beijo gigante Zi!

Wednesday, November 22, 2006

Bored. Just that.

Talk to me!
I'm so bored!
Talk to me!
Soccer is on!
Soccer is always on..
What a Fuc3ing plague..
Shit!
I'm not hungry, I'm not tired, I'm not stressed.
I'm just bored.
Too much energy not being burned.
Shit.
What can we do?
It's raining outside.
Just a few drops.
Throw yourself from a rooftop.
Which one?
The one in the middle.
I've done that already.
Now what?
Now wait.
Not in the mood.
How come?
Wait for what?
I dunno.
Run around town then.
I would.
7 minutes to go.
Hell... It takes some time...
All good things do.
Good thing?
Where?
Relax boy.
I wanted to ...
Go visit your playground.
Seriously? Can I?
Seriously, you can!

KEEP THUMPING; KEEP BREAKING!
HAIL THE GREAT; HAIL TO YOU!
BRUUUUMMMMM!!!!
The sound of thunder.
The roar of the LION!

Thursday, May 25, 2006

Pardon me

Desculpa.
Desculpa.
Que mais posso dizer?
Tive uma recaída.
Regurgitei um sentimento passado, escondido, enterrado.
Deixei ressurgir dentro de mim emoções e lembranças adormecidas.
Voltei a ingressar no sonho comum e antigo que tantas, tantas vezes acalentei.
Não! Desculpa! Não.
Não vou dizer que nunca mais, isso também não.
Mas, já o disse, não vou dizer que sim tão cedo.
Ao ouvir este som, ao olhar a imagem, o que vejo dela, o que ela me traz de volta.
Estive demasiado tempo afastado.
Demasiado tempo longe.
Não longe de algo, mas longe de mim.
Perdi-me de novo nos desejos mundanos que me rodeiam.
Nos sonhos dos outros, do mundo, do Homem.
Perdi-me nas tristezas e amarguras.
Chorei.
Escondido e rodeado de agua, chorei.
Apenas o Sol testemunhou. E talvez o Sal. E talvez a agua...
E á flor da pele vieram todas as desilusões, derrotas e fracassos.
Investimentos conscientes e inconscientes, entregas e dedicações... fúteis!
Deram em nada, nenhum retorno adviu.
Excepto um!
Sempre e só: tu!
És imenso para mim. És tanta tanta coisa.
Dormes agora.
Vi-te á pouco. Fora do teu habitat natural!
Descansa, pois mereces.
E quando te lembrares, quando estiveres so, chama-me!
Canta o meu nome como so tu sabes fazer.
Suspira levemente e eu ouvirei.
Ruge e eu atenderei.
Quando quiseres, ou quando eu não aguentar mais...






Thursday, May 18, 2006

Cinderella


Noites longas, emoções intensas, o passar do mundo, o ficar do Sol.
Palavras que tive que ouvir. Porquê?
Fiquem com elas. Fiquem com tudo!
Verdades que nunca quis perceber.
Não as quero conhecer.
Não! Não quero crescer.
Tiraram-me tudo, não me encham agora com o que eu não quero.
Não me encham com algo que me deixe ainda mais vazio.
Não.
Deixem-me sozinho e desfeito, deixem-me no chão do deserto mais quente.
Despido no arctico, coberto no Saara.
Deixem-me derreter, e de novo crescer.
Deixem-me morrer, deixem-me ser.