Thursday, May 04, 2006

whirlpool heart


A ti que caminhas por entre destroços do Universo;
Tu que empilhas as cores do arco-íris;
Ser celestial que distribuis as estrelas, para que nenhum pedacinho de céu fique mais apagado que outro...
Tu, que vives onde outros apenas almejam chegar...
Amo-te, sim!
A ti!
Única e simples na tua existência.
Passas despercebida aos olhos do mundo, mas não aos meus.
Vou-te observando de longe.
Vou caminhando em teus passos.
Por vezes a visão fica turva, por vezes se perde a razão.
Mas não será isso normal?
Que a razão se perca por entre designios do coração?
O que deve prevalecer?
O amor ou a razão?
Pois que milhares de filósofos, por milhares de anos, gastem nisso as suas mentes, queimem aí seus neurónios.
Para mim, no momento do último suspiro, prefiro olhar o passado e gritar com quais forças me habitem ainda o corpo: EU AMEI! do que ver em minha lápide escrito: ele pensou!
Pois quantas pessoas se arrependem de perseguir o amor? E quantas o fazem depois de seguir a razão?
A vida empurra-me para caminhos que desconheço.

Sei que o tempo não espera por nenhum homem. Tenha ele h ou H!
Como um pedaço de areia levado pelo vento, vamos percorrendo espaços, momentos, vidas, sem nos darmos conta. Eu dei-me conta de ti!
Tarde ou cedo? O amanhã o dirá. A tua recordação para sempre prevalecerá!
Nunca serás esquecida, nem teus ensinamentos, que mudaram minha vida.
Tenhas-te tu apercebido disso ou não. O facto é que as coisas que foram não o são!
Irónico será dizer que o que mais aprendi, não foi quando te tive, mas depois que te perdi.
Mas Amo-te. Disso eu sei!
Sei-o no dia á dia, no riso e na agonia!
Sei-o no voo dos passaros, no cantar do vento, no ribombar do Oceano!
Sinto-o no latejar das minhas veias, na corrida interna que se incendeia.
Sangra a dor até ao fim, choro lágrimas por mim.
O sábio já assim nasceu? Ou foi com o sofrimento que a ignorância perdeu?
E se a ignorância é uma benção, porquê a corrida á maldição?
Não sei nada disto.
Sei divagar sobre o nada e sobre o não!
Sei que o Oceano também é pequenino, quando é uma lágrima no olho de um menino.
E sei que o menino pode ser um homem, se um Oceano de desgraças o consomem.
Volto á praia onde me perdi, vejo o mar onde nasci.
Mergulho a cabeça para não ouvir, o grito que anseio fazer sair.
Do âmago do meu ser, da dor de olhar e não te ver.
Volto a cabeça para Norte, contemplo o rumo de minha sorte.
Penso em tudo aquilo que errei, nos passos tortos que dei...
Isso tudo agora não interessa.
Sei que te AMO! A verdade é essa!






4 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Quanta honra...sou a primeira pessoa a comentar aqui...

Bem...o som é agradável...um tanto ou quanto meditativo, mas agradável...as palavras, essas estão mto bem escritas (n vi mtos erros ortográficos graves)...mas falando a sério, escreves realmente bem...quando escreveres um livro eu compro-o...

1:17 PM  
Blogger Carolina Moscoso said...

podes contar com duas leitoras pelo menos...

4:10 PM  
Blogger Cloud Surfer said...

:) Não viste "MUITOS" erros ortográficos graves?
Mas viste algum? (grave?)
Não penso escrever um livro, mas talvez que a minha vida se desenrole como um.
Com páginas de sucessos, páginas de amor, páginas de falhanços e páginas de dor.
Como qualquer pessoa não é?
Enfim..
A música é Sakamoto. Muito boa para adormecer e voar. Não é Rock, nem Bossa. É simplesmente música com alma. Coisa que muitas vezes falta.
Dia 7 lá nos vemos ;)

1:50 AM  
Anonymous Anonymous said...

Só para dar um exemplo, escreve-se "dia-a-dia" e nao "dia à dia" (a nao ser q este seja um conceito inovador e totalmente original)...

Dia 7 no QUALQUER COISA...vai lá conhecer Editors...

11:57 AM  

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